Hospital afirma que mulher vítima de atentado em Campo Mourão segue viva

Veridiana Gaya Menin Machado Sate, 40 anos, permanece internada na UTI da Santa Casa de Misericórdia, em estado grave

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) reconheceu, neste sábado (18), que cometeu um erro ao informar a morte de Veridiana Gaya Menin Machado Sate, 40 anos, uma das vítimas do atentado a tiros ocorrido na noite de sexta-feira (17) em Campo Mourão (PR). Segundo o jornal Tribuna do Interior, a correção foi feita após a Santa Casa de Misericórdia de Campo Mourão, onde a paciente está internada, contradizer a informação oficial e afirmar que ela permanece viva.

Em nota oficial divulgada na noite de sexta-feira, a Sesp havia informado que três pessoas haviam morrido no ataque, incluindo Veridiana. Horas depois, a própria secretaria reconheceu o equívoco e emitiu uma errata, esclarecendo que o atentado resultou em duas mortes e três pessoas feridas, e não três mortes. Na sequência, a Santa Casa de Misericórdia de Campo Mourão também emitiu um comunicado confirmando que Veridiana permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.

De acordo com o hospital, durante a noite a paciente apresentou um quadro clínico grave e instável. Após as medidas adotadas pela equipe médica, houve estabilização na manhã deste sábado (18). Apesar da evolução, ela segue em estado grave, recebendo toda a assistência necessária. A Santa Casa informou ainda que novas atualizações sobre o estado de saúde da paciente poderão ser divulgadas, desde que compatíveis com o dever de confidencialidade e em respeito aos direitos da paciente e de seus familiares.

Conforme a nota retificada pela Sesp, as vítimas fatais do atentado são Marcio Bertholdi Geraldo, 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, 38 anos. Outras três pessoas permanecem feridas. A investigação do caso prossegue. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as polícias Civil e Militar mantêm diligências para localizar o autor dos disparos.

A secretaria também informou que uma mulher foi presa em flagrante durante as investigações por estar em posse de munições, porções de entorpecentes, antenas para bloqueador de sinal e material explosivo. A Polícia Civil apura a relação dela com o atentado.

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